Lenny Kravitz conheceu a capital francesa em 1989, durante a divulgação de seu primeiro álbum, “Let Love Rule”. Na época, tinha apenas 25 anos e ainda estava longe de se tornar o astro que conhecemos hoje.
O jovem roqueiro ficou fascinado por essa primeira viagem à França e prometeu a si mesmo que, um dia, teria um refúgio em Paris, onde pudesse recarregar as energias longe de Hollywood, buscar inspiração e criar.
Não se tratava de um sonho muito ambicioso: o músico pensava apenas em “um pequeno apartamento de um quarto com vista para o Sena, onde [pudesse] escrever tranquilamente”, como contou à “Architectural Digest”.
Mais de 30 anos depois, o pai da atriz Zoë Kravitz realizou seu sonho e, com isso, também o de uma pessoa muito querida por ele.
“Era o sonho da minha mãe vir morar em Paris. Ela morreu antes de conseguir”, declarou ao jornal “Le Parisien”, em 2023.
O pequeno apartamento imaginado por ele transformou-se, graças ao sucesso, em uma residência magnífica situada no coração do sofisticado 16º arrondissement da capital.
Trata-se de uma mansão burguesa construída na década de 1920, que pertenceu à condessa Anne d’Ornano, ex-prefeita de Deauville, e foi comprada pelo músico nos anos 2000.
“Entrei e soube, espiritualmente, que esta casa era minha”, contou Lenny Kravitz à “Architectural Digest”.
O músico abriu as portas de sua imponente residência em um vídeo publicado no canal do veículo americano no YouTube.
Para deixar o lugar com a sua cara, o cantor recorreu à experiência de sua própria empresa de design de interiores, a Kravitz Design, fundada em 2003.
Na verdade, Lenny Kravitz é um profundo conhecedor e apaixonado por decoração de interiores, como revelou ao “Le Parisien”:
“Isso sempre me fascinou. Quando comecei a ganhar meu próprio dinheiro, passei a fabricar eu mesmo coisas que não encontrava à venda.”
O ex-marido de Lisa Bonet, mãe de sua filha Zoë, também fez uma parceria com a Steinway & Sons para produzir uma série limitada de pianos feitos com madeiras exóticas.
Um dos exemplares, produzido com bordo duro, ébano de Madagascar e bronze, e decorado com gravuras de inspiração africana, ocupa um lugar de destaque na escadaria.
Na decoração da mansão, o músico de 62 anos apostou na sobriedade das cores — branco, preto e marrom — combinada a uma mistura de estilos.
Radicalmente eclético, o intérprete de “Fly Away” espalhou pelos cômodos obras de arte, peças de roupa de colecionador, seus prêmios musicais, lembranças de infância e uma luxuosa miscelânea de objetos garimpados em diferentes lugares.
“Tudo foi pensado para não ser minimalista demais nem maximalista demais. Gosto desse equilíbrio entre a África, a Europa, o afrofuturismo e as peças de meados do século, com elementos que são, ao mesmo tempo, glamourosos e brutalistas.”
As paredes são cobertas por retratos em preto e branco de pessoas que o inspiram e de integrantes de sua família. A construção, agora apelidada de Hôtel de Roxie em homenagem à sua mãe, é, acima de tudo, um ponto de encontro.
“Minha filha organiza muitas festas aqui”, contou Lenny Kravitz aos jornalistas antes de apresentar a eles a Chaufferie.
Essa é a maior extravagância da casa, já que o cômodo atualmente funciona como uma boate particular para o músico e seus amigos. Puro rock’n’roll.